4 de ago de 2016

Biblioteca do professor

Resultado da Biblioteca do Professor
NACIONAL
TÍTULO: MAIS DE CEM HISTÓRIAS MARAVILHOSAS
AUTORA E ILUSTRADORA: Marina Colasanti
EDITORA: GLOBAL
PÁGINAS: 430
ANO DE EDIÇÃO: 2015
Desde a publicação de seu primeiro livro infanto-juvenil, Marina Colasanti demonstrava uma singularidade surpreendente que só fez reafirmar-se, ao longo de mais de três décadas, com narrativas únicas, que ninguém mais poderia ter concebido e escrito dessa maneira. O resultado está nesta antologia que reúne, pela primeira vez, todos os contos maravilhosos – também chamados contos de fadas – escritos e ilustrados pela autora. São nove livros em ordem cronológica e mais um inédito, o novíssimo Quando a Primavera Chegar. Nada nesses contos é previsível. Nem a linguagem, nem o conteúdo. Os contos de fadas de Marina – histórias mágicas, sensoriais, capazes de acolher qualquer leitor, inclusive as crianças – buscam nos territórios do maravilhoso, em cenários e personagens fantásticos, respostas às perguntas que continuam inquietando o indivíduo contemporâneo. São contos que acariciam ou que ferem, mas que sempre seduzem.

INTERNACIONAL
TÍTULO: A CASA DAS BELAS ADORMECIDAS
AUTOR: Yasunari Kawabata
TRADUTOR: Meiko Shimon
EDITORA: Estação Liberdade
PÁGINAS: 128
ANO DE EDIÇÃO: 2004
Imbuída de um erotismo inusitado, esta obra, escrita em 1961, demonstra a maturidade estilística do autor, que se utiliza de sua virtuose descritiva para contar a história de Eguchi, um senhor de 67 anos que frequenta a "casa das belas adormecidas", uma espécie de bordel onde moças encontram-se em sono profundo, sob efeito de narcóticos. Apesar da idade avançada, o protagonista parte em busca dos prazeres perdidos e se depara com moças virgens, que os visitantes podem tocar, mas são proibidos de corromper. Daí derivam passagens antológicas de rememorações pessoais e fantasia. Kawabata procura desvendar o enigmático universo do corpo feminino em um culto ao belo e ao inalcançável, investigando as dores da solidão a partir da sutileza de um erotismo expressivo, constantemente atravessado por passagens de fina ironia e perturbadora consciência da passagem do tempo, do vazio existencial que permeia as relações humanas.

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